quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Alunos homossexuais abandonam escola por homofobia
Os homossexuais abandonam as escolar mas cedo a cada dia, revela uma pesquisa realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) no Rio de Janeiro. A pesquisa mostra que os homossexuais deixam de freqüentar a escolar depois de iniciarem o ano letivo por sofrerem perseguições por homofobia. A Secretaria de Gênero e Combate à Homofobia foi criada pela Sepe para promover encontros para resoluções de problemas dentro das escolas. A reportagem encontra-se no link: http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=9191
Como discutir homossexualidade na escola?
Para melhor preparar os professores do ensino público de Curitiba e Região Metropolitana a lidar com homossexualismo em sala de aula o Ministério da Educação financiou uma ONG curitibana para oferecer um curso com objetivo de capacitar os educadores a trabalhar de maneira adequada com a orientação sexual, identidade de gênero e a homofobia diminuindo assim a violência e descriminação na escola. O curso ocorreu em maio de 2006 e foi promovido pelo CEPAC (Centro Paranaense de Cidadania) tendo contribuição de entidades governamentais e instituições de ensino superior. Para visualizar a reportagem é só acessar o seguinte link:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/05/353041.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/05/353041.shtml
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Criminalização da Homofobia
Respeitar as diferenças
Projeto que criminaliza a homofobia é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
Ações do MINC contra a discriminação
O secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula, parabenizou a senadora Fátima Cleide pelo substitutivo ao projeto original incluindo, como crime, a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. “Esperamos, agora, que o Senado Federal possa acatar e promulgar esse Projeto de Lei o mais rápido possível. Não só porque devemos levar em conta que essa população, há muitos anos, reivindica uma proteção contra a discriminação mas, principalmente, porque devemos, todos - sociedade civil e Estado -, trabalhar pelo direito à dignidade, pela promoção do respeito à diferença e à diversidade sexual no país”, declarou o secretário.
A Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura desenvolve, desde 2004, ações que estão inseridas no Programa Brasil sem Homofobia da Presidência da República. Tais ações têm foco no segmento LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros). Até agora, seis editais foram lançados pela SID, para realização de concursos e prêmios culturais dentro do Programa de Fomento e Apoio a Projetos Culturais de Combate à Homofobia. O último edital, do Prêmio Cultural LGBT 2009 contemplou 54 iniciativas, de vários estados e municípios, voltadas para o combate da homofobia em todo o Brasil.
Heli Espíndola - Comunicação/SID
Projeto que criminaliza a homofobia é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
Ações do MINC contra a discriminação
O secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula, parabenizou a senadora Fátima Cleide pelo substitutivo ao projeto original incluindo, como crime, a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. “Esperamos, agora, que o Senado Federal possa acatar e promulgar esse Projeto de Lei o mais rápido possível. Não só porque devemos levar em conta que essa população, há muitos anos, reivindica uma proteção contra a discriminação mas, principalmente, porque devemos, todos - sociedade civil e Estado -, trabalhar pelo direito à dignidade, pela promoção do respeito à diferença e à diversidade sexual no país”, declarou o secretário.
A Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura desenvolve, desde 2004, ações que estão inseridas no Programa Brasil sem Homofobia da Presidência da República. Tais ações têm foco no segmento LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros). Até agora, seis editais foram lançados pela SID, para realização de concursos e prêmios culturais dentro do Programa de Fomento e Apoio a Projetos Culturais de Combate à Homofobia. O último edital, do Prêmio Cultural LGBT 2009 contemplou 54 iniciativas, de vários estados e municípios, voltadas para o combate da homofobia em todo o Brasil.
Heli Espíndola - Comunicação/SID
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Uma Pesquisa Preocupante
Voltando ao nosso tema sobre o amadurecimento da sexualidade do jovem homossexual nas escolas, vamos postar uma parte de uma pesquisa feita em escolas brasileiras e a visão dos alunos sobre as questões homossexuais.
VIOLÊNCIA
Será que elas são?
Homofóbicas? Sim, pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para inverter o quadro
03/06/2009 19:9TextoTatiana Pinheiro
"Um estudo divulgado em 2004 pela Unesco revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas."
"Do aluno que desmunheca ao grupinho de meninas que brinca de beijar na boca, a escola convive diariamente com situações que colocam a orientação sexual dos alunos em discussão. Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais, condizentes com o sexo biológico, não preocupam. Meninos se comportam dentro das regras para o gênero masculino e meninas seguem o jeito predefinido das garotas. O termo heteronormatividade resume esse conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias. "O conceito embasa a ideia de que a heterossexualidade é a sexualidade natural", diz Maria Cristina Cavaleiro, pedagoga do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual da Universidade de São Paulo (USP). Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas desvios da norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex-presidiários. Quando o olhar se volta para a escola, o panorama não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos. Antes de tudo, o que deve ficar claro para todos é que ninguém escolhe ser gay. "Essa orientação tem relação direta com o desejo, a atração física por alguém do mesmo sexo. E não é premeditado. Ocorre espontaneamente", diz o professor Luiz Ramires Neto, mestre em Educação pela USP e um dos diretores da organização não-governamental Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor(Corsa), de São Paulo. Segundo ele, até hoje não há análises conclusivas sobre o assunto, nem no campo da genética nem nos estudos sobre o impacto do ambiente social. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas."
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/homossexualismo-escola-474896.shtml
Retomamos um velho questionamento: Erradicar o preconceito... enquanto isso não ocorre o que será que acontece na estrutura psicológica dos jovens homossexuais? Será que o preconceito não é a causa fundamental para tantos problemas, como os que acontecem quando o jovem se torna um problema social? pensemos...
VIOLÊNCIA
Será que elas são?
Homofóbicas? Sim, pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para inverter o quadro
03/06/2009 19:9TextoTatiana Pinheiro
"Um estudo divulgado em 2004 pela Unesco revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas."
"Do aluno que desmunheca ao grupinho de meninas que brinca de beijar na boca, a escola convive diariamente com situações que colocam a orientação sexual dos alunos em discussão. Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais, condizentes com o sexo biológico, não preocupam. Meninos se comportam dentro das regras para o gênero masculino e meninas seguem o jeito predefinido das garotas. O termo heteronormatividade resume esse conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias. "O conceito embasa a ideia de que a heterossexualidade é a sexualidade natural", diz Maria Cristina Cavaleiro, pedagoga do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual da Universidade de São Paulo (USP). Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas desvios da norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex-presidiários. Quando o olhar se volta para a escola, o panorama não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos. Antes de tudo, o que deve ficar claro para todos é que ninguém escolhe ser gay. "Essa orientação tem relação direta com o desejo, a atração física por alguém do mesmo sexo. E não é premeditado. Ocorre espontaneamente", diz o professor Luiz Ramires Neto, mestre em Educação pela USP e um dos diretores da organização não-governamental Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor(Corsa), de São Paulo. Segundo ele, até hoje não há análises conclusivas sobre o assunto, nem no campo da genética nem nos estudos sobre o impacto do ambiente social. O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas."
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/homossexualismo-escola-474896.shtml
Retomamos um velho questionamento: Erradicar o preconceito... enquanto isso não ocorre o que será que acontece na estrutura psicológica dos jovens homossexuais? Será que o preconceito não é a causa fundamental para tantos problemas, como os que acontecem quando o jovem se torna um problema social? pensemos...
Posturas e Preconceitos
Algumas entrevistas e palavras de especialistas que podem esclarecer um pouco desse problema que enfrentamos em maior ou menor intensidade: o preconceito.
Homossexualismo e Preconceito
Trechos do artigo “Homossexualismo e Preconceito” , publicado em junho de 2000.
Autor: Paulo Roberto Ceccarelli – Psicólogo; Psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII.
Fala da referência à concepção judaico-cristã, do homossexualismo.
“A noção de uma sexualidade normal cujo desvio, a depravação, é definida como "contra a natureza", encontra sua base na concepção teológica de uma Natureza Humana. Esta posição filosófica, derivada do pensamento grego e que postula a existência de inclinações naturais nas coisas, foi incorporada à tradição judaico-cristã, acrescida da idéia de pecado, e passou a constituir as bases dos valores morais da cultura ocidental. Alegando-se uma natureza comum aos homens e aos animais, toda vez que a sexualidade desvia da finalidade primeira, natural e universal que a referência animal nos mostra - união de dois orgãos sexuais diferentes para a preservação da espécie - estamos diante de uma perversão, ou seja, de uma prática sexual contra a natureza: pedofilia, masturbação, heterossexualismo separado da procriação, homossexualismo, sodomia...”
“Tanto o heterossexualismo quanto o homossexualismo são posições libidinais e identificatórias que o sujeito alcança dentro da particularidade de sua história: as duas formas de manifestação da sexualidade são igualmente legítimas. Tratar o homossexualismo como perversão, depravação, pecado e outros tantos adjetivos é uma visão reducionista e preconceituosa, reflexo do imaginário judaico-cristão, que privilegia problemas de alcova - situa os principais pecados da humanidade nos quartos de dormir! - deixando fora do debate as verdadeiras questões éticas”.
www.ceccarelli.psc.br/artigos/portugues/html/homossexueprec.htm
Apenas uma questão:
1. O sufixo "ismo" não fora alterado para o sufixo "dade", na década de 90 justamente por não compor-se mais dentre as patologias psíquicas? Então por que ainda se mantém o uso por parte desses profissionais que apregoam a liberdade e a diversidade?
Vamos refletir um pouco sobre isso. O maior dos preconcietos começa na menor das brincadeiras.
Homossexualismo e Preconceito
Trechos do artigo “Homossexualismo e Preconceito” , publicado em junho de 2000.
Autor: Paulo Roberto Ceccarelli – Psicólogo; Psicanalista; Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII.
Fala da referência à concepção judaico-cristã, do homossexualismo.
“A noção de uma sexualidade normal cujo desvio, a depravação, é definida como "contra a natureza", encontra sua base na concepção teológica de uma Natureza Humana. Esta posição filosófica, derivada do pensamento grego e que postula a existência de inclinações naturais nas coisas, foi incorporada à tradição judaico-cristã, acrescida da idéia de pecado, e passou a constituir as bases dos valores morais da cultura ocidental. Alegando-se uma natureza comum aos homens e aos animais, toda vez que a sexualidade desvia da finalidade primeira, natural e universal que a referência animal nos mostra - união de dois orgãos sexuais diferentes para a preservação da espécie - estamos diante de uma perversão, ou seja, de uma prática sexual contra a natureza: pedofilia, masturbação, heterossexualismo separado da procriação, homossexualismo, sodomia...”
“Tanto o heterossexualismo quanto o homossexualismo são posições libidinais e identificatórias que o sujeito alcança dentro da particularidade de sua história: as duas formas de manifestação da sexualidade são igualmente legítimas. Tratar o homossexualismo como perversão, depravação, pecado e outros tantos adjetivos é uma visão reducionista e preconceituosa, reflexo do imaginário judaico-cristão, que privilegia problemas de alcova - situa os principais pecados da humanidade nos quartos de dormir! - deixando fora do debate as verdadeiras questões éticas”.
www.ceccarelli.psc.br/artigos/portugues/html/homossexueprec.htm
Apenas uma questão:
1. O sufixo "ismo" não fora alterado para o sufixo "dade", na década de 90 justamente por não compor-se mais dentre as patologias psíquicas? Então por que ainda se mantém o uso por parte desses profissionais que apregoam a liberdade e a diversidade?
Vamos refletir um pouco sobre isso. O maior dos preconcietos começa na menor das brincadeiras.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Homossexualidade nas escolas - Uma visão breve
Alguns assuntos são muito polêmicos, mas poucos são tão "devastadores" quanto a homossxualidade nas escolas. O homossexual adulto conhece seus direitos e vive bem consigo mesmo desde que tenha passado pelo processo de próprio-aceitação; sabe se defender e quando não encontra-se em alguma "tribo social" que o acolhe e o oreinta a buscar por seus direitos. Obviamente esse é um caminho dolorido e cheio de agruras, mas os que o superam conseguem enxergar uma luz ao final. Isso em geral não acontece com o jovem homossexual que além de enfrentar a sociedade, muitas vezes tem de travar uma batalha épica dentro de casa.
Muitos casos são colocados. Como o de um aluno de 14 anos de um colégio de São Paulo que se declarou apaixonado por seu colega. Enquanto o colégio se declarava "uma escola conservadora, mas não preconceituosa", e no entanto intencionava expulsar o aluno; seus colegas o ameaçavam e os pais do menino "assediado" exigiam providências da coordenação. O grande questionamento segundo o psicólogo (palestrante da 16ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com o tema Minorias sexuais na sala de aula) Cláudio Picazio é:
"Por que não expulsam meninos que vivem assediando as meninas, de maneira muitas vezes bastante inconveniente?" A resposta segundo ele ainda seria simples: "preconceito e falta de educação sexual".
"Por que não expulsam meninos que vivem assediando as meninas, de maneira muitas vezes bastante inconveniente?" A resposta segundo ele ainda seria simples: "preconceito e falta de educação sexual".
Picazio ainda diz mais: "A homossexualidade não é uma escolha consciente. Ninguém, quando começa a vida sexual, fica se perguntando se gosta de meninos ou meninas. Na nossa sociedade, a cobrança sexual é tão grande que o preconceito encontra terreno fértil. Na escola, se um menino é efeminado ou uma menina é embrutecida, logo vão sendo tachados de homossexuais. Eles podem não ser e, se forem, devem ser respeitados."
"Esse respeito às diferenças, no entanto, deve ser ensinado — pela família e pela escola. 'O professor deve preparar os alunos para entenderem e respeitarem individualidades, dentro de seus limites. Essa orientação deve partir da direção da escola. Mas, geralmente, não é isso que acontece', ressalta Picazio."
"Esse respeito às diferenças, no entanto, deve ser ensinado — pela família e pela escola. 'O professor deve preparar os alunos para entenderem e respeitarem individualidades, dentro de seus limites. Essa orientação deve partir da direção da escola. Mas, geralmente, não é isso que acontece', ressalta Picazio."
E a instrumentação para que isso ocorra de forma eficaz nas escolas? E a preparação desses profissionais para lidarem com um preconceito arraigado e muitas vezes preconizado no seio familiar? São questões como essas que precisam ser repensadas e traduzidas em atitudes.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Foco
O grupo propõe desenvolver uma reflexão a respeito do tema estabelecendo comparativos para análise. Num processo menor iremos ao fundo dessa questão para criar uma problemática real e desenvolvê-la, procurando uma explicação que nos norteie a uma solução. Dando-se isso através de pesquisas documentais, bibliográficas e com entrevistas previamente elaboradas visando preencher esse vazio informacional. O foco principal é a influência das instituições de ensino públicas no amadurecimento sexual do homossexual adolescente. Ao que se refere a essa reflexão procuraremos aqui minimizar também os efeitos de preconceito causados por ignorância de causa e pela falta de humanização das relações nessa fase da vida.
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